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terça-feira, 7 de junho de 2011

A relação mãe-bebê

            Existem teorias psicológicas que atribuem a função materna um papel importante na constituição do sujeito. São teorias de Winnicott, Melanie Klein, Spitz, etc. que reforçam a ideia que é preciso desempenhar bem essa função. Quando digo 'função materna' não é necessariamente a mãe biológica, mas alguém que assuma a relação de afeto, o olhar e os cuidados com o bebê.
             Podemos citar desde os cuidados básicos com o lactante como alimentar, aquecer no frio, banhar, limpar, mas não apenas isso. É necessário que se passe ao bebê a sensação de aconchego, conforto, afeto, carinho e amor. O toque ou contato (que é também com tato) é mais que pegar; é, sobretudo, delimitar um corpo e erogeinizá-lo. Tocar o neném em seu braço, rosto, cabelo é, acima de tudo, mostrar-lhe sua existência no mundo como um ser que possui um corpo.
             O 'olhar' para o bebê é o que demarca sua importância para a família e o lugar que ele ocupa nela. Refiro-me ao olhar que trasborda o amor, a estima, a alegria do descobrimento do mundo pela criança; é o que transmite segurança e auto-confiança para ela. É um olhar que mostra a dedicação, o apoio e o valor dessa criança para seus responsáveis, por fim.
             Há estudos feitos em hospitais com bebês pré-maturos, internados em UTI, que comprovam que eles se recuperam mais rápido cuja presença da mãe é regular, provida com toque, carinho e conversas com seu filho. Existem, inclusive, psicólogos que trabalham em UTI neonatal que incentivam e reforçam a importância dessa relação mãe-bebê nesse período difícil para ambos.
             O que pode parecer inútil e descabido como conversar com um recém-nascido, ou dizer a ele que possui um corpo ou mesmo colocá-lo no colo para deixar transparecer o aconchego, é sem dúvida, mostrá-lo que na relação com sua mãe há amor. O que importa é fazê-lo sentir o afeto, já que o corpo de um bebê há tantas sensações.
             Outro fato que vale ressaltar é qual foi o imaginário dessa criança para os pais, ou em outras palavras, o que esperavam dele antes mesmo de nascer. Foi planejado? Foi esperado? Foi amado desde o período em que estava na barriga da mãe? Isso vai delimitar o lugar que o bebê ocupa na família, bem como o valor que tem para ela.
             Enfim, não basta ser mãe cuidadora, porque isso qualquer pessoa pode fazer. O que tem valor são todos os ingredientes que já citamos anteriormente como o 'olhar', o afeto, o carinho, o aconchego, o toque, a presença, a segurança, etc. Isso sim é o que faz a diferença na relação mãe-bebê.

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