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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A função do pai em psicanálise


Segundo a psicanálise, o pai tem uma função na relação edipiana. Ele terá uma grande importância para a tríade pai-mãe-filho ocupando um lugar tanto para a criança como para a mãe.
Sabe-se que não é preciso que haja um homem para que haja um pai e nem precisa assumir essa função o mesmo homem que contribuiu na concepção da criança, mas sim alguém ou algo que assuma essa função. A função paterna, de acordo com a psicanálise, trata-se de algo que vá castrar a mãe com seu filho, isto é, algo que mostre a ambos sua impossibilidade de se completarem. O filho não é o falo da mãe e ela não pode tê-lo como seu falo. Esse desejo de completude e perfeição um tanto utópico entre mãe-filho deverá ser interrompido pelo Pai, quem vai castrar ambos. Sem o “nome-do-pai” instaurado o filho se tornará objeto de desejo da mãe e não um sujeito.
A psicanálise dirá da diferença do homem e do pai. O primeiro terá que se aceitar como um ser de falta, castrado e sem o falo. Já o pai é o inverso, ele terá de provar que tem o falo, que é um super-herói, não castrado. O pai precisa dar conta da demanda da mãe e será a visão de um pai que “pode tudo” que o filho incorporará. O pai terá um lugar no desejo da mãe, enquanto que o homem, por ser desprovido, não terá.
Na relação edipiana há um pai real, um imaginário e um simbólico. O Pai sendo uma metáfora,  e ll m na relaçra  por ser desprovido, n e sem o falo. em.sué um estranho na relação dual mãe-filho. O Pai real será aquele que não precisará fazer esforço para o filho percebê-lo como um intruso e alvo do desejo de sua mãe.
A relação do pai e da criança será conflituosa. Isso porque ele funcionará como um pai privador, interditor e frustrador, devido sua relação com a mãe. Se a criança quer ter o desejo da mãe e ela quer tê-lo como objeto de seu desejo, somente o pai ou quem assume essa função para interditar essa relação incestuosa e proibida. É na qualidade de pai imaginário que a criança vai percebê-lo no papel de interditor de sua relação com a mãe. No investimento psíquico da criança, o pai será o que a privou de ser o objeto do desejo materno, e assim, a criança o terá como um pai frustrador. Este será o objeto de desejo da mãe no lugar do filho. O pai será o objeto de desejo da mãe e esta será o objeto do pai. É ele quem tem a permissão de se deitar sexualmente com ela. O filho deixa de ser o objeto de desejo da mãe para ser sujeito da relação mãe-pai. Isso acontece quando a mãe realmente deposita o seu desejo em outro lugar.
O pai simbólico será aquele que tem o falo, isto é, quem terá a causa do desejo materno ou o objeto fundamental do desejo da mãe. É pelo Nome-do-Pai que a criança poderá entender que é o pai quem ocupa o lugar de desejo da mãe, além disso é pelo NP que se instaura o simbólico no psíquico. Desta maneira, o filho testemunhará o seu estatuto de Sujeito. A partir de sua falta surgirá o sujeito desejante do qual se submeteu à castração imposta pelo pai.
Para finalizar, o pai é quem instaura o simbólico na criança, uma vez que é ele quem vai colocá-la como sujeito de falta e, portanto, de desejo. O pai tem a função de mostrar para o filho como procurar, escolher e colocar o outro como causa do seu desejo. O pai irá oferecer ao filho um modelo de falo nos mesmos moldes que ele tem. No entanto, não o mesmo, mas sim um outro modelo de falo.

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