Atualmente, trabalho na área de Avaliação Psicológica, da qual gosto muito, e por isso resolvi falar sobre esse tema e sobre os testes psicológicos validados pelo Conselho Federal de Psicologia.
Os testes psicológicos são recursos aproveitados por muitos profissionais do âmbito da Psicologia e apenas eles podem usá-los. Podem ser incluídos como métodos tanto na avaliação psicológica para processos seletivos, como para a área clínica, escolar, jurídica e da saúde.
É importante dizer que Avaliação Psicológica não é sinônimo de teste psicológico, é muito mais que isso. Os testes são apenas um dos recursos utilizados no processo de avaliação de uma pessoa. Deve-se usar também uma entrevista psicológica (para investigar o motivo que leva o sujeito à avaliação e seu histórico), uma prova situacional ou dinâmica de grupo (em caso de seleção de pessoal é comum), além da bateria de testes escolhidos com cuidado. Ao final de tudo isso, é realizado um laudo psicológico com todos os pareceres e resultados do que foi averiguado pelo psicólogo. A avaliação psicológica deve ser dinâmica e levar em conta as ações do sujeito, o que ele diz e o que não diz, mas infere.
Há uma parte de profissionais que não se utiliza dos testes psicológicos porque julgam desnecessários e porque consideram que eles podem ser muito limitadores e enquadrar uma pessoa, sem considerar todo o ambiente cultural, familiar e social do qual ela vive. No entanto, quem se utiliza dessa ferramenta também deve se atentar para a pluralidade dos indivíduos e flexibilizar os resultados dos testes. Não devemos rotular os avaliandos e apenas pontuar as tendências e inclinações. Na realidade, os testes vão apontar e ajudar a esclarecer a resposta para a pergunta que foi feita antes do processo. Por exemplo, se um candidato é apto para a vaga. Nesse sentido, devem ser usados com cautela e como uma das ferramentas que ajudará o psicólogo na investigação da queixa. Eles não devem ser empregados para responder perguntas que os psicólogos não conseguem ou não sabem fazer e nem para confirmar opiniões dos profissionais. Seu uso deve ser profissionalmente eficaz. Além disso, a ética é indispensável na nossa profissão e na avaliação psicológica ou na escritura de um laudo, pois são resultados que dizem respeito à individualidade do ser humano e que podem ser vistos ou lidos como verdades por algumas pessoas. Então, devemos responsabilizar com o que está sendo falado respaldando em técnicas e métodos validados e eficazes.
Os testes podem ser de personalidade, inteligência, atenção concentrada, atenção difusa, habilidades sociais, saúde, convivência conjugal, para verificar o nível de estresse, etc. Existem testes infantis, para adultos e os que podem ser aplicados em ambos. Temos os projetivos, isto é, em que o sujeito deposita elementos internos e inconscientes no teste de desenho, de uma história contada; os testes psicométricos em que o resultado está medido em um valor matemático e os inventários, que são perguntas prontas que o avaliando responde conforme mais lhe parecer familiar e parecido com a forma dele pensar. É necessário que o teste meça àquilo a que ele se propõe e, geralmente, consegue.
Uma aplicação bem feita, um teste bem corrigido e analisado pode contribuir bastante com o profissional que opta por esse recurso, pois ele trará elementos importantes e significativos que ajudarão o psicólogo a tomar uma diretriz para o bem estar do sujeito ou para a condução de uma terapia. Aí sim, ele será bem aproveitado.